terça-feira, 6 de março de 2012

Uma visão diferente da evolução dos aparelhos tecnológicos

Segundo previsões de Nostradamus e rumores de diversos sites, neste dia 7 de março de 2012, a Apple apresentará mais uma versão de seu iPad, o gadget que criou uma nova categoria de aparelhos tecnológicos, os chamados tablets.

Assim, resolvi escrever sobre alguns aparelhos tecnológicos que tenho em minhas mãos, ou ao contato delas, desde a época dos meus bisavós. O texto abaixo transcrito não contém somente verdades, embora todos os equipamentos existam e passaram (ou passam) pelas minhas mãos.

O primeiro equipamento exibido foi herdado do meu "bisavô". Era uma espécie de teclado, que, na época, chamavam de máquina de escrever. O equipamento vinha embalado numa elegante case, com uma alça que permitia o transporte rápido e fácil do equipamento, tendo em vista que, na época, as pessoas costumavam carregar sacos de 60 Kg com a maior facilidade; então, o equipamento era ultra portátil. Foi neste equipamento, que meus dedos criaram músculos e que aprendi a digitar rápido e sem olhar para o teclado (eu tinha 3 anos, na época). O porém do equipamento é que quando não havia uma "sincronia"perfeita na digitação, as "alças"que chegavam a fita se juntavam e só se separavam com o uso das mãos; minha mãe adorava quando eu colocava os dedos sujos de tinta nas camisetas brancas. Ainda sobre o processo de funcionamento do equipamento, colocava-se uma e, somente uma, folha de ofício e ao teclar numa determinada letra, seu timbre era pressionado junto à fita, que poderia ser preta ou colorida (como nos cartuchos de hoje) e a letra, num passe de mágica, era impressa no papel. Embora, houvesse uma tecla de Backspace, a impressão por cima de outra letra gerava um borrão e, para contornar isto, teclava-se várias vezes a mesma letra, para dar uma impressão de "negrito".

Após esta fase, vieram as máquinas de escrever eletrônicas, mas, que infelizmente, neste momento,  não tenho uma foto para postar, embora eu tenha como conseguir (tem uma ou duas delas na casa do meu pai). Segundo meu avô, que utilizou tal tecnologia, tais máquinas vieram como uma solução maravilhosa: elas permitiam corrigir os caracteres digitados errados; assim, a partir desta época, ninguém mais escrevia textos errados; tal advento durou até inventarem o MSN e o Orkut.

Quando meu pai era adolescente, ele teve contato com um incrível console de videogame, chamado TV Jogo; o dele já era o da versão 4, que permitia praticar 4 jogos muito realistas. Observem na foto como, na época, o joystick era prático, pois tinha um único botão e o mesmo fazia tudo que os atuais fazem em inúmeros botões. Até esta época, não existia pirataria, pois os jogos eram aqueles e ponto final. Quando inventaram o Atari e seus derivados, a situação ficou incontrolável (pelo menos, é o que meu pai me relata).
Após a adolescência, chegou a hora de pegar no pesado e, assim, ele adquiriu o seu primeiro computador pessoal: o TK85. Era uma super máquina, que funcionava com uma única linguagem, que chamavam de BASIC; tinha um teclado muito "ergonômico", com teclas de borracha para dar uma sensação de conforto ao usuário. Ainda no teclado, você apertava uma única letra e a linguagem já fornecia o comando inteiro; era muito produtivo. Também era bem portátil, pois poderia ser ligado a qualquer TV de tubo, além de ter gráficos espetaculares em preto-e-branco.
Com a chegada das TVs coloridas, a febre do consumismo e com os upgrades que a indústria colocava a sociedade na época, ele acabou aderindo ao primeiro computador com imagens coloridas, o chamado MSX HotBit (ele me disse que comprou na DealExtreme). Este também funcionava com a linguagem BASIC, na qual ele já era craque. Tinha slot de expansão para a colocação de um cartucho e, segundo ele, permitia a conexão de um gravador estéreo ou mono, onde se fazia o download e upload de softwares, normalmente jogos, para algo que chamavam de fitas cassetes. Na época, a diversão era passar a madrugada em claro, tentando jogar pelo menos uma vez, porque o "download" do aplicativo era demorado e, na maioria das vezes, a "conexão" caía.


Com a indústria da música, a evolução também não foi diferente. Um dos primeiros produtos portáteis era o incrível Discman, que proporcionou a fixação do CD como produto de consumo de massas. Meu pai disse que gostava de caminhar com o mesmo preso à cintura, tendo em vista que o mesmo era pouco volumoso e tinha uma trava especial que evitava que o disco pulasse, mesmo nas caminhadas mais rápidas.
Para não aprofundar muito o texto, só vou colocar mais algumas fotos de outros produtos que passaram pelas mãos da família. E vocês, ou seus antepassados, tiveram contato com algum destes aparelhos ou com outros tão modernos? Comentem!




Nenhum comentário:

Follow @Marco_Azambuja